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domingo, 29 de agosto de 2010

Relato de Pesquisa 1

Do behavioral treatments of obesity last? A five-year follow-up investigation. (Tratamentos comportamentais para a obesidade duram?  Uma investigação acompanhamento de cinco anos.)Stalonas, P. M., Perri, M. G., & Kerzner, A. B. (1984).
 
O estudo de Stalonas, Perri, e Kerzner (1984) foi realizado com objetivo de investigar a longevidade dos efeitos da intervenção comportamental nos tratamentos da obesidade e a aderência a longo prazo às estratégias ensinadas. Para tanto, um acompanhamento de cinco anos foi realizado. Trinta e seis dos 44 sujeitos participantes do programa comportamental de controle de peso, realizado em 10 semanas, foram entrevistados. Neste programa, quatro grupos foram formados: autocontrole, autocontrole+exercícios, autocontrole+controle de contingências, autocontrole+controle de contingências+exercícios. Ainda que todos os participantes de todos os grupos tenham perdido peso ao longo do programa, os resultados indicam que a maior parte destes recuperaram parte do peso perdido ao longo do tratamento. Ainda que a aderência as técnicas utilizadas no tratamento após este tenha sido baixa, duas se mantiveram após o término desse: comer sempre no mesmo lugar e não repetir o prato. Os sujeitos relataram que o ambiente de trabalho, a família, o cônjuge, o tédio, a raiva, problemas emocionais e a depressão era fortes concorrentes com a manutenção do peso.

Da forma como a intervenção é apresentada, o trabalho realizado ao longo do programa mostrou-se superficial, até mesmo por sua curta duração. A função dos diversos comportamentos envolvidos no tratamento, como alimentar-se em demasia, padrão alimentar hipercalório, pouco repertório de exercitar-se, não foi buscada, ou seja, somente os comportamentos-problema, ou comportamentos-alvo, foram foco da intervenção. A função diz respeito à aspectos do contexto do indivíduo os quais esse comportamento tem relação de dependência. Por exemplo, sempre que encontra com um determinado amigo, o indivíduo sai para comer em um rodízio e este amigo relata gostar muito de sair com ele. A função do comportamento de comer muito/sair para comer seria o prazer que o momento com o amigo o proporciona e o relato do mesmo por parte do amigo.  Dessa forma, se essa relação de dependência não é estudada e a intervenção não é elaborada de acordo com ela, é esperado que os repertórios anteriores à intervenção sejam recuperados já que esta se mostrou superficial e não de acordo com aquela relação estabelecida entre o comer e o amigo. O estudo não trabalhou de forma abrangente formas de lidar com situações cotidianas na vida dos participantes. No entanto, ensinou formas de lidar diretamente com a comida e exercícios físicos (alguns grupos), o que já é um grande ganho para quem precisa perder peso.

Referência:
Stalonas, P. M., Perri, M. G., & Kerzner, A. B. (1984). Do behavioral treatments of obesity last? A five-year follow-up investigation. Addictive Behaviors, 9, 175-183.

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